Estando numa época em que é incontornável falar-se das eleições legislativas que se aproximam, achei interessante ler os programas eleitorais daqueles que são considerados os principais partidos políticos portugueses (PS e PSD) para saber que medidas planeiam realizar numa que toca á área do ambiente.
Comecei por reparar que no programa do PS surge no índice o tema “Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida” enquanto no programa do PSD apenas vamos encontrar referidos os projectos ambientais numa “área secundária” denominada “As Nossas Políticas”. Pode parecer um pormenor irrelevante esta distinção, mas não merecerá o ambiente, numa época como a que vivemos, ter o mesmo destaque que temas como a economia, a justiça ou as políticas sociais? Para alguns talvez não. Para mim obviamente que SIM! Um bom investimento no sector da energia, por exemplo, pode criar postos de trabalho e além disso diminuir a dependência portuguesa da energia importada. Não se justifica que se gastem milhões a importar energia externa quando um país com as condições de Portugal pode facilmente aproveitar energia hídrica, eólica, solar, da biomassa, das marés, etc. Era uma forma de diminuir gastos desnecessários e ainda obter lucros através de uma possível exportação dessa mesma energia. Por motivos como este acho que o ambiente merece mais!
Prosseguindo então para a leitura do programa do PSD, achei que está bem estruturado pois é apresentado por tópicos, o que contribui para que a leitura seja pouco cansativa e está redigido numa linguagem bastante acessível, apesar da utilização de alguns termos mais técnicos. No que toca ao conteúdo, são referidos os temas mais importantes como as energias renováveis, o sector dos transportes, gestão de recursos hídricos, gestão de resíduos, preservação da biodiversidade, etc. No entanto, penso que se trata de um programa muito vago que apenas diz o fim a que se pretende chegar e não os meios utilizados para alcançar esse fim. Em qualquer conversa de café ouvimos dizer “-É preciso diminuir a criminalidade!” Está bem, mas como? “-É necessário acabar com a crise!” Sim, mas quais as soluções para isso ser possível? O programa do PSD fez-me lembrar situações deste género uma vez que lemos coisas demasiado básicas como: “Cumprimento das metas de emissão de gases com efeito de estufa”, “Apoiaremos a produção de biocombustíveis e de combustíveis derivados de resíduos”, “sustentabilidade na gestão dos recursos hídricos”, “eficiência e eficácia na produção e utilização da energia”. Compreendo que ao explicar pormenorizadamente cada medida do programa este se tornaria demasiado extenso, mas talvez fosse mais importante dar uma pequena ideia do se pretende fazer realmente do que referir o que já é óbvio.
Quanto ao programa do PS podemos dizer que é um pouco mais maçudo mas também é mais específico sobre cada medida, não se limitando apenas o dizer o que pretendem fazer, mas também como o pretendem fazer. Uma das propostas que me criou mais curiosidade foi a de “(…) sustentabilidade das opções de transporte das entidades públicas” Será que iremos começar a ver gestores e administradores de EP’s a utilizar transportes públicos em vez dos veículos topo de gama cedidos pelo estado? O tempo dirá…
Para concluir, não vou dizer que um programa é melhor que o outro, penso que cada pessoa deve ler os programas e tirar as suas ilações para no dia 27 estar mais e melhor informada e assim votar de acordo com o que pensa ser o preferível para o país.
Comecei por reparar que no programa do PS surge no índice o tema “Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida” enquanto no programa do PSD apenas vamos encontrar referidos os projectos ambientais numa “área secundária” denominada “As Nossas Políticas”. Pode parecer um pormenor irrelevante esta distinção, mas não merecerá o ambiente, numa época como a que vivemos, ter o mesmo destaque que temas como a economia, a justiça ou as políticas sociais? Para alguns talvez não. Para mim obviamente que SIM! Um bom investimento no sector da energia, por exemplo, pode criar postos de trabalho e além disso diminuir a dependência portuguesa da energia importada. Não se justifica que se gastem milhões a importar energia externa quando um país com as condições de Portugal pode facilmente aproveitar energia hídrica, eólica, solar, da biomassa, das marés, etc. Era uma forma de diminuir gastos desnecessários e ainda obter lucros através de uma possível exportação dessa mesma energia. Por motivos como este acho que o ambiente merece mais!
Prosseguindo então para a leitura do programa do PSD, achei que está bem estruturado pois é apresentado por tópicos, o que contribui para que a leitura seja pouco cansativa e está redigido numa linguagem bastante acessível, apesar da utilização de alguns termos mais técnicos. No que toca ao conteúdo, são referidos os temas mais importantes como as energias renováveis, o sector dos transportes, gestão de recursos hídricos, gestão de resíduos, preservação da biodiversidade, etc. No entanto, penso que se trata de um programa muito vago que apenas diz o fim a que se pretende chegar e não os meios utilizados para alcançar esse fim. Em qualquer conversa de café ouvimos dizer “-É preciso diminuir a criminalidade!” Está bem, mas como? “-É necessário acabar com a crise!” Sim, mas quais as soluções para isso ser possível? O programa do PSD fez-me lembrar situações deste género uma vez que lemos coisas demasiado básicas como: “Cumprimento das metas de emissão de gases com efeito de estufa”, “Apoiaremos a produção de biocombustíveis e de combustíveis derivados de resíduos”, “sustentabilidade na gestão dos recursos hídricos”, “eficiência e eficácia na produção e utilização da energia”. Compreendo que ao explicar pormenorizadamente cada medida do programa este se tornaria demasiado extenso, mas talvez fosse mais importante dar uma pequena ideia do se pretende fazer realmente do que referir o que já é óbvio.
Quanto ao programa do PS podemos dizer que é um pouco mais maçudo mas também é mais específico sobre cada medida, não se limitando apenas o dizer o que pretendem fazer, mas também como o pretendem fazer. Uma das propostas que me criou mais curiosidade foi a de “(…) sustentabilidade das opções de transporte das entidades públicas” Será que iremos começar a ver gestores e administradores de EP’s a utilizar transportes públicos em vez dos veículos topo de gama cedidos pelo estado? O tempo dirá…
Para concluir, não vou dizer que um programa é melhor que o outro, penso que cada pessoa deve ler os programas e tirar as suas ilações para no dia 27 estar mais e melhor informada e assim votar de acordo com o que pensa ser o preferível para o país.
Olá Mário!
ResponderEliminarNão sei se hei-de dar-te os parabéns pelo blog ou pela tua reflexão crítica relativamente aos programas eleitorais dos principais partidos portugueses.
Pensando bem, felicito-te pelos dois.
Isto faz de ti um rapaz surpreendente e torna-te o orgulho do people.
Parabéns:)
Obrigado Lisa!
ResponderEliminarOrgulho para mim é ler comentários como o teu